domingo, 30 de janeiro de 2011

Diário Urbano

É preciso ousar
Mesmo em áreas onde os investimentos públicos ainda não deram o ar da graça, como é o caso de Santo Amaro (Centro Expandido), nota-se uma tendência acelerada de ocupação de espaços que de residências passaram a abrigar projetos de gastronomia e cultura. Quase num piscar de olhos, ruas como a Capitão Lima estão virando points de boas experiências - caso do Espaço Muda, que reúne um público consumidor de teatro, performances e música -, e do restaurante Banquete, que vai além da comida e serve de palco para debates sobre temas atuais importantes, ainda se propondo a abrigar lançamento de livros e de atividades afins. É quase um milagre que parte de um dos bairros mais estigmatizados pela violência, no Recife, esteja cada vez mais voltada para a oferta de lazer, gastronomia e cultura, a ponto de reunir apostas as mais otimistas sobre que será, em pouco tempo, um point (consolidado) de reunião de tribos criativas e cheias de boas ideias. A proximidade com o território que reúne veículos de comunicação ajuda a consolidadar as mudanças, mas determinante mesmo foi a revitalização do Cais da Aurora. Por isso, tanta gente ansiosa para ver a cidade dar uma guinada em sua vida cultural lamenta, todo santo dia, o fato de o Recife não ter gestores com visão e sensibilidade capazes de garantir a exploração de outras áreas dotadas de potencial semelhante ou até maior. Onde um gestor limitado vê apenas um galpão velho, um empreendedor vê um palco, casa cheia, diversão, negócios. Eis a diferença.

Veloz além da conta

Em 2005, PL do vereedor André Ferreira (PMDB) virou lei e a Prefeitura do Recife ficou obrigada a informar, nos carnês do IPTU e pela internet, se a rua onde está o imóvel é pavimentada ou não. O mais impressionante é que a medida já vai começar a ser cumprida. Que rapidez.

Para lamentar

É deprimente o espetáculo que crianças pobres armam nos semáforos da cidade na esperança de conseguir algum trocado de motoristas. A Avenida Agamenon Magalhães tem sido o palco preferido, que muitas pessoas evitam porque confundem alguns dos ´artistas` com infratores.

Em pé de guerra

As palavras da presidente Dilma sobre a importância dos professores não sensibilizaram a Prefeitura de Pombos, atualmente em pé de guerra com o sindicato da categoria (Sinpro). O município só pagou o 13º por força de um mandado de segurança e o salário de dezembro, além de um terço das férias, nem a cor.

Estética do perigo

Chuvas e falta de manutenção permanente de vias públicas combinam-se, em Prazeres, para tornar o bairro um dos menos atraentes de Jaboatão dos Guararapes. Mas, para além de uma estética urbana que dói nos olhos, certas ruas são um perigo para quem não tem outro jeito a não ser atravessá-las.

Casa nova

Nos próximos dias, a direção dos Sindicatos dos Jornalistas de Pernambuco deve entregar, para análise dos profissionais, o projeto da nova sede. É um dos imóveis do centro que se mantém em pé por milagre, razão pela qual a causa se transformou em um dos principais pontos da pauta da atual gestão.

Marcas apagadas

Depois do trecho recapeado na Herculano Bandeira (Pina) e da recém iniciada obra de recuperação do piso da Conselheiro Aguiar, há expectativa de que a prefeitura atente para a importância de refazer a sinalização horizontal da Avenida Boa Viagem. Pedestres e motoristas não reconhecem mais seus territórios.

Coisa da antiga

Ainda tem gente apavorada com uma antiga exigência do Bal Masqué, o uso do smoking. Entre ter que tirar a peça do armário e perder o baile, muitos foliões já preferiram a segunda opção, mas a penitência foi abolida desde a festa de 2010, junto com outra ideia de mau gosto: a camisa-convite. 

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